sexta-feira, 29 de julho de 2011

Parlamento Jovem encerra sua 2º edição


Canoas - Dia 1º de agosto, às 14h, tem o encerramento da 2ª edição do Parlamento Jovem na Escola Marechal Rondon. Na ocasião, os 30 jovens concluem a candidatura e o Presidente, Lucas Bell presidirá a última sessão. Na ocasião, será publicado o balanço das prestações de contas dos projetos desempenhados neste um ano.


Na terça-feira, 2, às 9h tem a formação da 3ª edição do Parlamento Jovem na Câmara de Vereadores. No encontro, o secretário adjunto da Secretaria Municipal de Relações Institucionais, Anderson Fraga vai palestrar o tema Poder Legislativo: Como funciona a Câmara Municipal.


No início da tarde, os jovens serão recepcionados pelo Presidente da Assembleia Legislativa, o Deputado Adão Villaverde e depois vão até a Escola do Legislativo para uma palestra com Regina Barnasque. Às 18h30, o encerramento será assistir a sessão na Câmara Vereadores.

Eles serão empossados dia 19 agosto, às 14h, na Câmara de Vereadores e, durante um ano, vão atuar no legislativo municipal.

O Parlamento Jovem
O Parlamento Jovem foi instituído pela Prefeitura de Canoas em 2009, e é uma excelente oportunidade para inserir os jovens na vida política através de eleições da própria comunidade escolar.

Nessa edição, parlamento contará com dois jovens especiais. “É a primeira vez que temos representantes surdos”, salientou o Coordenador da Juventude, Diogo Bitencourt.

Citou também que o problema de surdez não será problema, pois a coordenadoria fará um curso de libras para poderem se comunicar. Reforçou ainda, que o parlamento é uma oportunidade que os jovens têm para defenderem ações e lutar pela inclusão deles na sociedade, “eles são bem articulados e com certeza farão um bom trabalho”, descreveu o coordenador.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Ensino da Linguagem Brasileira de Sinais pode se tornar obrigatório nas escolas

Os deficientes auditivos podem ter o aprendizado facilitado nas escolas. O Projeto de Lei do Senado (PLS) 14/07, que deve entrar na pauta do Plenário na próxima terça-feira (2), torna a Língua Brasileira de Sinais (Libras) obrigatória para todos os estudantes surdos, como língua de comunicação, em todos os níveis e modalidades da educação básica, nas instituições públicas e privadas de ensino.

O projeto, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), insere a obrigatoriedade na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e prevê que as condições de oferta do ensino da Libras serão definidas em regulamento, que deve dispor sobre a necessidade de professores bilíngues, intérpretes, tecnologias para as aulas e acesso dos alunos ouvintes ao aprendizado da linguagem de sinais.

Na justificativa do projeto, o senador Cristovam Buarque argumenta que o ensino da Libras pode marcar “o início da integração dos portadores de deficiência auditiva nas escolas e na sociedade”. Se o projeto for aprovado, os sistemas de ensino terão o prazo de três anos para cumprir as exigências.

Tércio Ribas Torres / Agência Senado

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Setor de atendimento da Secretaria de Educação e Esporte inicia curso de Libras



E-mail
Ernani Baracho (Assessoria SEE)
09-Jun-2011
A ação faz parte de um amplo processo de humanização que o Governo vem implantando nos órgãos públicos

servidores_do_setor_de_atendimento_da_see_durante_dois_meses_e_meio_sero_treinados_pelo_cas.foto_eunice_caetano.jpg
servidores_esto_sendo_orientados_por_profissionais_do_centro_de_atendimento_ao_surdofoto-_mardilson_gomes.jpg
Uma equipe de 15 servidores da Secretaria de Educação e Esporte (SEE), que trabalha nos setores de atendimento ao público e no protocolo iniciou nesta semana um Curso de Libras (Foto: Assessoria SEE)
Uma equipe de 15 servidores da Secretaria de Educação e Esporte (SEE), que trabalha nos setores de atendimento ao público e no protocolo iniciou nesta semana um Curso de Libras. O motivo? Se qualificar para oferecer aos cidadãos surdos que procuram os serviços da SEE, um atendimento mais adequado. A ação faz parte de um amplo processo de humanização que o Governo do Estado vem implantando nos órgãos públicos da rede estadual através da Secretaria de Gestão Administrativa.

Diariamente, uma média de setenta pessoas procuram o setor de atendimento da Secretaria, entre elas, o público surdo, que se comunica através da língua de sinais. “Estamos aprimorando nossos conhecimentos e nos capacitando para receber bem e dar um atendimento humanizado”, diz Solange Vidal, aluna do curso e diretora de logística da SEE. Segundo Solange, a equipe está tão entusiasmada, que até ficam praticando quando não há pessoas sendo atendidas.

O curso de línguas de sinais, que terá duração de dois meses e meio, está sendo ministrado por professores do Centro de Apoio ao Surdo – CAS/AC, com o apoio da Diretoria de Inovação da SEE, responsável em fomentar os programas de humanização. As aulas acontecem na própria Secretaria, numa sala criada exclusivamente para promoção de cursos e recreação dos funcionários.

Durante o curso, os servidores vão poder ampliar os conhecimentos sobre a importância da LIBRAS, na vivência da pessoa surda, de modo que seja valorizada e respeitada a comunicação entre pessoas surdas e ouvintes, oportunizando o ensino-aprendizagem, bem como, as diferenças linguísticas e sua singularidade, além de promover a inclusão social.

As Línguas de Sinais (Libras) são os idiomas naturais das pessoas surdas, e ao contrário do que muitos imaginam, não são simplesmente mímicas e gestos soltos, utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação. São línguas com estruturas gramaticais próprias. A Libras, como qualquer outra língua, também possui expressões que diferem de região para região (os regionalismos), o que a legitima ainda mais como língua.

Setor de atendimento da Secretaria de Educação e Esporte inicia curso de Libras



E-mail
Ernani Baracho (Assessoria SEE)
09-Jun-2011
A ação faz parte de um amplo processo de humanização que o Governo vem implantando nos órgãos públicos

servidores_do_setor_de_atendimento_da_see_durante_dois_meses_e_meio_sero_treinados_pelo_cas.foto_eunice_caetano.jpg
servidores_esto_sendo_orientados_por_profissionais_do_centro_de_atendimento_ao_surdofoto-_mardilson_gomes.jpg
Uma equipe de 15 servidores da Secretaria de Educação e Esporte (SEE), que trabalha nos setores de atendimento ao público e no protocolo iniciou nesta semana um Curso de Libras (Foto: Assessoria SEE)
Uma equipe de 15 servidores da Secretaria de Educação e Esporte (SEE), que trabalha nos setores de atendimento ao público e no protocolo iniciou nesta semana um Curso de Libras. O motivo? Se qualificar para oferecer aos cidadãos surdos que procuram os serviços da SEE, um atendimento mais adequado. A ação faz parte de um amplo processo de humanização que o Governo do Estado vem implantando nos órgãos públicos da rede estadual através da Secretaria de Gestão Administrativa.

Diariamente, uma média de setenta pessoas procuram o setor de atendimento da Secretaria, entre elas, o público surdo, que se comunica através da língua de sinais. “Estamos aprimorando nossos conhecimentos e nos capacitando para receber bem e dar um atendimento humanizado”, diz Solange Vidal, aluna do curso e diretora de logística da SEE. Segundo Solange, a equipe está tão entusiasmada, que até ficam praticando quando não há pessoas sendo atendidas.

O curso de línguas de sinais, que terá duração de dois meses e meio, está sendo ministrado por professores do Centro de Apoio ao Surdo – CAS/AC, com o apoio da Diretoria de Inovação da SEE, responsável em fomentar os programas de humanização. As aulas acontecem na própria Secretaria, numa sala criada exclusivamente para promoção de cursos e recreação dos funcionários.

Durante o curso, os servidores vão poder ampliar os conhecimentos sobre a importância da LIBRAS, na vivência da pessoa surda, de modo que seja valorizada e respeitada a comunicação entre pessoas surdas e ouvintes, oportunizando o ensino-aprendizagem, bem como, as diferenças linguísticas e sua singularidade, além de promover a inclusão social.

As Línguas de Sinais (Libras) são os idiomas naturais das pessoas surdas, e ao contrário do que muitos imaginam, não são simplesmente mímicas e gestos soltos, utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação. São línguas com estruturas gramaticais próprias. A Libras, como qualquer outra língua, também possui expressões que diferem de região para região (os regionalismos), o que a legitima ainda mais como língua.

Retina é a chave para maior visão periférica de surdos

Estudos anteriores apresentavam apenas razões neurológicas

2011-06-09
Pupilas foram analisadas através de Tomografia de Coerência Óptica
Pupilas foram analisadas através de Tomografia de Coerência Óptica

Investigadores da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, descobriram o motivo pelo qual pessoas que nasceram surdas ou perderam a audição muito novas têm maior visão periférica.

De acordo com um artigo publicado no “PLoS One”, os cientistas encontraram, em deficientes auditivos, diferenças na distribuição das células do nervo da retina, o que lhes permite ver mais objectos nos extremos do campo de visão e, assim, ter uma melhor percepção do ambiente que os rodeia.

Investigações anteriores já tinham constatado que pessoas com deficiências auditivas viam melhor. No entanto, nesses trabalhos, a explicação assentava em factores relacionados com o córtex visual, a região do cérebro que processa a visão.

Este estudo britânico é o primeiro a explicar que este acréscimo de visão deriva de diferenças no desenvolvimento da retina. Para chegar a estes resultados, os especialistas analisaram as pupilas dos voluntários através de uma técnica denominada Tomografia de Coerência Óptica.

Trata-se de um exame computorizado indolor, que faz diversos cortes ópticos muito finos na retina e avalia a sua espessura e volume, permitindo verificar as alterações anatómicas do nervo óptico. Desta forma, foi possível detectar diferenças entre a formação da retina de pessoas com e sem deficiência auditiva. Os cientistas de Sheffield também avaliaram o campo visual e compararam os resultados com as análises das retinas.

“É a primeira vez que a retina é considerada como uma possibilidade para a ‘vantagem visual’ de pessoas surdas. Como tal, esta descoberta tem implicações na forma como percebemos o seu funcionamento. Com esta informação esperamos melhorar os cuidados visuais para pessoas surdas, pois este é o seu sentido mais importante”, declarou Charlotte Codina, primeira autora do estudo.

segunda-feira, 6 de junho de 2011


Começou nesta segunda-feira (30), o Curso de Lingua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para funcionários doPorto de Vitória. As aulas do curso, ministrado pela Caesar LIBRAS, são dadas no auditório da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa).


Com grande expectativa , os funcionários da Codesa, aprendizes da língua de sinais, se surpreenderam com a dinâmica do curso. Na abertura da aula, Joaquim Cesar Cunha, diretor da Caesar LIBRAS, prestou um breve esclarecimento sobre a Língua , começando por uma explanação sobre seu surgimento e reconhecimento na sociedade.

Em seguida o instrutor Diego Lima Simões, assumiu o comando e ensinou os primeiros passos da LIBRAS. Com muita atenção, os funcionários participantes conheceram, de maneira lúdica, as primeiras formas, letras e gestos da linguagem.

O maior destaque do primeiro dia do curso foi a interação da turma.Sob orientação do instrutor, os alunos formaram duplas e gesticularam seus nomes, uns aos outros. Sendo o início prático do aprendizado, o momento foi de muita descontração sem que se perdesse foco do conteúdo proposto pelo curso.

Para Cesar, a importância da comunicação com surdos é fundamental e ao mesmo tempo tocante: “As dificuldades que algumas pessoas têm para conseguir se comunicar, através da fala, devem ser levadas em consideração pela sociedade. Quando aprendemos a língua de sinais, além nos surpreender com nossa própria capacidade, notamos o quão belo é o diálogo através desta língua. Realmente é um aprendizado apaixonante.”


A Caesar LIBRAS está há 12 anos no Espírito Santo e atua há 11 no ramo empresarial.


Legislação

Com a aprovação da Lei n° 10436/02, passou a ser obrigatório que ao menos 5% dos funcionários, de instituições municipais, estaduais e federais, estejam aptos a conversação através da LIBRAS. Além disto, de acordo com o Decreto n° 5626, fica determinado que haja o curso de Língua de Sinais Brasileira no ensino superior.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Aberto programa EAD Surdo Cidadão com patrocínio da Petrobras

ex, 06 de Maio de 2011 15:57

Plataforma de Educação à Distância disponibiliza vídeos sobre temas de interesse diretos de surdos e também de ouvintes, em libras e dublado em português com acesso gratuito.

Já está disponível na internet e com acesso gratuito, a Plataforma de Educação à Distância do Instituto Consultor Social (www.consultorsocial.com.br) voltada ao Projeto Surdo Cidadão, patrocinado pela Petrobras, e que apresenta vídeos em libras abordando uma série de temas voltados à Cidadania do Surdo.

Além de Oficinas Abertas e presencias que são realizadas em diversos estados brasileiros, entre eles RS,SC, PR, SP, RJ, MG e PE, o Projeto Surdo Cidadão acontece também em meio virtual, utilizando a tecnologia da Educação à Distância. Para tanto abre turmas para surdos e ouvintes indistintamente. No presente programa o foco principal é o desenvolvimento de novas lideranças surdas.

Assim, para essas novas turmas de EAD, que tem vagas limitadas, está sendo apresentado um conjunto de vídeos abordando temas específicos dentro das seguintes áreas: Cidadania, Convívio Social, Saúde e Mercado de Trabalho. Após ter assistindo o conjunto de vídeos disponível e dentro do período de tempo estabelecido pela Plataforma EAD, o participante recebe inclusive um certificado. O Projeto Surdo Cidadão é patrocinado pela Petrobras e todas as suas atividades são de participação gratuita para a comunidade de interesse dos surdos.

Todo esse conteúdo está disponível gratuitamente no portal do ICS – www.consultorsocial.org.br – bastando preencher os dados cadastrais de inscrição e clicar no link do menu principal SURDO CIDADÃO EAD.

O ICS

O Instituto Consultor Social (ICS) é uma OSCIP – organização da sociedade civil de interesse público. Além de projetos de educação e inclusão social, desenvolve atividades e programas nas áreas socioambiental em todo o Brasil.

ICS - Imprensa





Leia mais: Aberto programa EAD Surdo Cidadão com patrocínio da Petrobras

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Professoras participam de capacitação de interpretação em Libras

As professoras da Rede Estadual de Ensino, Andréa Luzena Andrade Ramos e Cristiane Lima, da Escola Estadual Irman Ribeiro, participaram entre os dias 23 a 27 de maio, em Campo Grande, da Oficina Prática de Interpretação em Libras, realizada pelo Centro de Atendimento ao Surdo (CAS/MS).

O curso, promovido pelo Governo do Estado, contou com a participação de dois representantes de cada município, que receberam conhecimentos sobre a prática da interpretação, para serem desenvolvidos em sala de aula com os alunos surdos. As professoras foram encaminhadas pela técnica do Núcleo de Educação Especial (NUESP), Sílvia Leal.

De acordo com a professora Andréa Ramos, cerca de cinco crianças surdas são atendidas somente na Escola Irman Ribeiro, e hoje é possível a inclusão desses portadores de deficiência auditiva com os demais alunos

Justiça Eleitoral garante acessibilidade no recadastramento biométrico

O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia realizou ontem (31/05), reunião sobre biometria acessível com os representantes das entidades do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Francisca Vanusa Silva), da Associação de Deficientes Visuais de Rondônia – ASDEVRON (Carlos Cataca, Alberto Alencar e Maria Auxiliadora), da Associação dos Surdos de Porto Velho – ASPVH (Indira Stedile), da Federação dos Portadores de Deficiência de Rondônia – FEDER (Telma Santos e Francisco Mário) e da Associação de Professores, Parentes, Amigos e Interpretes dos Surdos de Porto Velho – APPIS (Neide Alexandre e Marcus Loureiro), que contou com a participação dos Ministérios Públicos Federal e Estadual.

A Diretora Geral do TRE-RO, Elizeth Afonso Mesquita, falou do objetivo do recadastramento biométrico, ressaltando as ações já em andamento em favor do atendimento prioritário, tais como: reunião com o Secretário Estadual de Educação para obter locais acessíveis visando ações externas, bem como a importância da presença de todas as entidades para a construção de estratégias conjuntas em favor do melhor atendimento possível para os eleitores com deficiência.

Ruzevan Saraiva, Gerente do Projeto do Recadastramento Biométrico, esclareceu as questões técnicas da biometria. Informou que o recadastramento é obrigatório para todos os eleitores, mesmo para aqueles cujo voto foi considerado extremamente difícil, e por essa razão, a Justiça Eleitoral envidará todos os esforços necessários para o atendimento de todos até o dia 31 de março de 2012, prazo final para o recadastramento biométrico em Porto Velho.

Durante a reunião foram apresentadas as seguintes propostas:

1- Campanha publicitária específica com informações voltadas para os eleitores com deficiência;

2- Ações específicas para atender os eleitores com deficiência nas suas próprias associações e federações representativas;

3- Ações nos bairros em locais acessíveis, sendo sugeridas as Escolas Daniel Nery e Joaquim Vicente Rondon;

4- Aquisição imediata de guias de assinatura para viabilizar o recadastramento de eleitores cegos;

5- Reforçar o pedido, já encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral, de atualização das opções de deficiência no Cadastro Eleitoral;

6- Parceria visando a presença de intérpretes durante o recadastramento.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Pais protestam para manter instituto como escola especial

A Associação de Pais, Alunos e Reabilitados do Instituto Benjamin Constant --escola para cegos-- pretende fazer uma manifestação hoje no Rio de Janeiro para reivindicar, além de mais participação nas políticas públicas de inclusão, a permanência do instituto como escola especial.


O Instituto Benjamin Constant e o Ines (Instituto Nacional de Educação de Surdos), no Rio de Janeiro foram ameaçados recentemente pelo MEC de terem suas portas fechadas sob o argumento de que são contraditórios à política da dupla matrícula. Ambos reafirmam sua posição como escolas de educação básica especiais.


Quando perguntadas sobre a possibilidade de funcionarem também como escolas de contraturno, ambas as diretorias disseram não ter esse preparo.


"Essa não é a nossa vocação. Se eventualmente precisarmos ampliar nosso trabalho no esquema de atendimento especializado, teremos que ter mais recursos, mais profissionais e mais verbas, pois não podemos comprometer, de forma alguma, a educação de ensino básico que é hoje oferecida aos nossos alunos", diz Solange Rocha, diretora do Ines, que oferece ensino infantil, fundamental e médio.


"Em nenhum momento fomos convocados para discutir a inclusão", diz Darcy Siqueira, presidente da associação.


Para ela, não há outra razão para a intenção de fechar as portas das escolas especiais senão o corte de verbas. "Só pode ser questão de dinheiro. Até hoje nem 3% dos R$ 211 milhões previstos este ano para o Instituto Benjamin Constant entraram no nosso caixa", disse ela.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Profissão de tradutor de língua de sinais é regulamentada

Profissional deve efetuar comunicação por meio da Libras.

Haverá anualmente exame nacional de capacidade.

Do G1, em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na quarta-feira (1) lei que regulamenta a profissão de tradutor e intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras). A sanção foi publicada no “Diário Oficial da União” desta quinta-feira (2) – clique aqui para ver.

Educação de São Paulo capacita 330 professores em curso de libras

G1

Docentes vão atuar como interlocutores na salas com alunos com deficiência.
Participantes serão divididos em três grupos.

Do G1, em São Paulo

A Escola de Formação de Professores, em São Paulo, começa nesta quarta-feira (11) a orientação técnica para os cerca de 330 docentes que atuam como interlocutores de libras (língua brasileira de sinais) nas classes do ensino regular da rede em todo o estado.

Sob responsabilidade do Cape (Centro de Apoio Pedagógico Especializado), órgão da Secretaria de Estado da Educação responsável pelo suporte à Educação Especial, a capacitação terá como foco a vivência e metodologia de interpretação para sala de aula, com o objetivo de desenvolver melhores práticas na mediação entre os professores e alunos com deficiência auditiva. Os participantes serão divididos em grupos, que farão o curso em três períodos diferentes no mês de maio (entre os dias 11 e 13, 18 e 20 e 25 e 27).


O interlocutor tem como atribuição viabilizar a comunicação entre o professor-titular e os estudantes que possuem algum tipo de deficiência auditiva. Sua função é interpretar por meio da libras as atividades didático-pedagógicas e culturais desenvolvidas em sala de aula, permitindo o acesso aos conteúdos curriculares.

“O professor-interlocutor não é um simples tradutor, pois ele precisa ter uma metodologia própria para que o aluno possa aprender”, explica Maria Elizabete Costa, diretora do Cape. A orientação abordará, por meio de libras, conteúdos do Caderno do Aluno, o material didático utilizado na rede estadual.

Capacitação
No período de 2000 a 2010 foram capacitados 105.276 profissionais pelo Cape. Os professores especializados atuam nos Sapes (Serviços de Apoio Pedagógico Especializado), que devem atender a 14.101 alunos em 2011.

Curso de libras para servidores de Catanduva SP

Últimas Notícias

sexta-feira, 27 de maio de 2011
CURSO será realizado no Conjunto Esportivo “Anuar Pachá”



A Coordenadoria de Inclusão Social e a Assessoria de Comunicação da Prefeitura iniciaram, nesta semana, um curso de capacitação em Libras para servidores municipais.

Com o tema “Falando com as mãos”, o curso tem como objetivo capacitar os funcionários para facilitar a comunicação com as pessoas portadoras de deficiência auditiva.

De acordo com informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura, o curso tem duração de 40 horas e será ministrado no ginásio de esportes do Conjunto Esportivo Anuar Pachá, às quartas-feiras. “Os funcionários aprenderão noções básicas em Libras totalmente de graça”.

A docente Alda Nascimento Batista, licenciada pelo MEC, será a responsável por ministrar as aulas. “Cada secretaria ou repartição pública indicou pelo menos um servidor para participar, pois a intenção é oferecer um melhor atendimento à pessoa surda, quando necessário”.

A próxima etapa da capacitação “Falando com as Mãos” envolverá os guardas civis municipais e os agentes fiscalizados de trânsito (AFTs).



ENTENDA


As Línguas de Sinais são utilizadas pelos surdos para facilitar a comunicação, além de terem estruturas gramaticais próprias, não sendo apenas mímicas e gestos.

A Língua de Sinais é composta pelos níveis lingüísticos: o fonológico, o morfológico, o sintático e o semântico.

O que é denominado de palavra ou item lexical nas línguas oral-auditivas são denominados sinais nas línguas de sinais.

O que diferencia as Línguas de Sinais das demais línguas é a sua modalidade visual-espacial.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Grupo de trabalho discutirá com Anatel atendimento aos surdos

Luiz Alves
Roberto Santiago anunciou que chamará presidente da Anatel para cobrar cumprimento da lei
Roberto Santiago

Cerca de quarenta deficientes auditivos reclamaram nesta quarta-feira do mau funcionamento dos serviços públicos no País, especialmente os telefônicos. Em audiência pública realizada pela Comissão de Defesa do Consumidor para debater o atendimento que os portadores dessa deficiência recebem nos órgãos públicos, o presidente da comissão, deputado Roberto Santiago (PV-SP), anunciou que vai formar um grupo de trabalho, integrado por deputados e representantes dos deficientes auditivos, para estabelecer um diálogo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com o objetivo de buscar providências para melhorar a atenção a esse grupo.

Roberto Santiago afirmou no debate que, desde que assumiu a presidência da comissão, não ouviu das agências uma exposição satisfatória. “Não tem uma agência do governo que venha aqui com explicações razoáveis na primeira chamada. É sempre necessário dar 15 dias para que as tragam. É o que vamos fazer: chamar o presidente da Anatel para cobrar que a legislação seja cumprida”, anunciou.

O gerente-geral de Planejamento e Contratação de Obrigações da Superintendência de Universalização da Anatel, Ricardo Itonaga, apresentou as tecnologias que permitem a comunicação dos deficientes auditivos. A mais usada é o Terminal de Telecomunicação para Surdos (TTS), que funciona através de teclados adaptados ao telefone, para comunicação por banda larga. Esses terminais são instalados mediante solicitação à Anatel.

Segundo a Anatel, o numero de orelhões adaptados com teclados para surdos ainda é pequeno – são 5.423 em todo o País. Em 2003, porém, havia apenas 467. Itonaga destacou também o papel das redes sociais, que permitem a comunicação visual via internet.

Intermediação
Entre as ações desenvolvidas, o gerente-geral da Anatel citou que o plano de metas da agência prevê que as concessionárias de telefonia passem a ser obrigadas a manter centrais de intermediação, com profissionais versados em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Um surdo que, por exemplo, for fazer uma compra em uma loja comercial, e que encontre dificuldade para se entender com o vendedor, poderá resolver o problema usando essa central de intermediação, via rede social por banda larga.

Itonaga explicou também que o Fundo para a Universalização dos Serviços de Telecomunicação (Fust) já atende 92 instituições que trabalham com os deficientes auditivos, financiando a instalação de linhas fixas de telefone e de equipamentos TTS. Segundo o gerente da Anatel, há mais recursos disponíveis do que a demanda por esses serviços.

Dificuldades
A presidente da Associação de Pais e Amigos de Deficientes Auditivos de Franca (SP), Izabel de Souza, disse que só os próprios surdos sentem na pele as enormes dificuldades que enfrentam no cotidiano, para fazer coisas simples como falar com um policial, marcar uma consulta médica ou informar-se numa repartição pública. Sobre o serviço telefônico, ela disse que o número 142 (específico para este tipo de deficiente) quase nunca está disponível, que o 0800 do consumidor surdo demora demais a atender.

Segundo Izabel, os telefones adaptados são instalados em locais impróprios, como em interiores de prédios. “O surdo tem dificuldade de acesso, porque não consegue sequer comunicar-se com o segurança de plantão”, protestou. Itonaga explicou que não dá para instalar os aparelhos na rua, porque dependem de eletricidade. Ele informou que a Anatel divulga em seu portal na internet a localização dos aparelhos, e distribui cartilhas explicativas a respeito do serviço.

A professora do Centro Universitário de Votuporanga (SP), Mariângela de Lima, defendeu que a linguagem de Libras seja disseminada, para que possa ser entendida pelos familiares e também por profissionais, como professores, policiais e servidores que trabalham no atendimento público. Para o consultor sênior da Kyron Training, Wlamir Carvalho, os órgãos públicos precisam se conscientizar sobre as leis que protegem os direitos dos surdos. A Kyron é uma empresa de consultoria e treinamento, especializada na ajuda aos surdos.

Reportagem - Luiz Claudio Pinheiro
Edição – Maria Clarice Dias

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Lutador SURDO de UFC



Hamill diz que deficiência o fortaleceu e promete vencer UFC 130

Ao iG, lutador surdo relata dificuldades na infância, a importância do esporte em sua vida e projeta luta contra Rampage.


Superação é a palavra que melhor define Matt Hamill. O norte-americano, de 35 anos, que fará a luta principal do UFC 130, nasceu surdo e tem dificuldades na fala, mas os problemas não impediram o atleta de estudar, cursar uma boa universidade, namorar uma bela garota e se tornar um astro do UFC (Ultimate Fighting Championship). Há menos de uma semana para o confronto diante de Quinton “Rampage” Jackson, Matt Hamill concedeu uma entrevista exclusiva ao iG, n qual afirma que em nenhum momento se deixou deficiência vencê-lo.

“Nunca me revoltei, não considero que seja uma emoção positiva. As coisas não foram fáceis, mas todas as minhas experiências fizeram de mim o homem que eu sou hoje”, disse Hamill, que, apesar do pensamento, revelou ter sofrido bullying em sua infância até encontrar o esporte.

“Eu não tinha muita confiança quando era criança. Eu usava um daqueles aparelhos auditivos, que parecem uma caixa em volta do meu pescoço, quase como um colar. As crianças pegavam muito no meu pé por causa disso”, disse Hamill. “Foi somente quando encontrei o wrestling que eu comecei a confiar em mim, pois percebi que ninguém liga para sua aparência no mat (local onde se disputam as competições de wrestling). Se você pode lutar bem, as dificuldades e sua aparência não importam”, disse o lutador.

Confira abaixo a entrevista completa com Matt Hamill, que contou, além dos problemas na infância, seu inicio no esporte, o sonho de lutar no UFC e a sensação de ter um filme com sua história de vida.

iG: Com quantos anos você iniciou no esporte?
Hamill: Eu comecei no wrestling em torno de três anos, mas não sei exatamente. Eu lutava na Loveland High School quando meu padrasto, que também passou a ser um treinador, me apresentou ao esporte como lição de vida.

Foto: Divulgação

Matt Hamill e a namorada

iG: Quem são as pessoas que o incentivaram a iniciar no esporte?
Hamill: Eu tinha uma família muito próxima na minha educação em Ohio. Grande parte da minha vontade de vencer é a influência do meu avô e de meu padrasto. Minha mãe se divorciou do meu pai biológico quando eu era uma criança e se casou novamente com meu padrasto, que sempre chamo de "Técnico". Eu tinha um ótimo relacionamento com meu pai, mas meu padrasto era meu “Técnico”. Ele me levou para a escola de wrestling e usou o esporte para manter minha mente ocupada. Meu avô, por sua vez, me deu muita autoconfiança, me fez sonhar para realizar o que eu queria ser.

iG: Qual a importância do esporte na sua vida?
Hamill: Antes de descobrir o MMA e fazer minha vida profissional, eu lutava wrestling pela Rochester Institute of Technology (Universidade RIT) em Nova York. Fui três vezes campeão da NCAA (principal divisão de wrestling nos Estados Unidos). O wrestling e o MMA significam o mundo para mim, porque me permitiram ser alguém igual aos outros. Eu não sou julgado na luta, durante um combate ninguém se importa se você pode ouvir ou não.

iG: Em algum momento de sua vida você se revoltou com seu problema de surdez?
Hamill: Nunca me revoltei, não considero que seja uma emoção positiva. As coisas não foram fáceis, mas todas as minhas experiências fizeram de mim o homem que eu sou hoje.

iG: Como foi sua infância?
Hamill:
Eu não tinha muita confiança quando era criança. Eu usava um daqueles aparelhos auditivos que parecem uma caixa em volta do meu pescoço, quase como um colar. As crianças pegavam muito no meu pé por causa disso. Foi somente quando eu encontrei wrestling que comecei a confiar em mim, pois percebi que ninguém liga para sua aparência no mat (local onde se disputam as competições de wrestling). Se você pode lutar bem, as dificuldades e sua aparência não importam.

iG: Como é ter um filme feito com sua historia de vida?
Hamill:
Foi uma grande honra e eu ainda não consigo acreditar que realmente aconteceu. Os caras por trás do filme fizeram um trabalho realmente muito bom, eu não poderia ficar mais feliz com o produto acabado. Eu só espero que este filme leve a minha história para mais pessoas e seja inspiração para muitas outras pessoas surdas pelo mundo.

iG: Você acredita que pode ser um herói para outros surdos do mundo?
Hamill: Eu não posso dizer ao certo, mas será ótimo se eu tiver inspirado pelo menos uma pessoa surda. Eu nunca deixei minha incapacidade de ouvir impedir meu sonho de lutar no UFC, e se isso puder inspirar as pessoas, será ótimo.

iG: Você enfrenta o Rampage Jackson no UFC 130. O que espera da luta?
Hamill: Eu espero ganhar bem. Sabemos que Rampage é um grande lutador, mas também sabemos que ele é unidimensional. Temos preparado um plano de jogo perfeito para vencer a luta. Agora, meu trabalho é ir lá, executar esta estratégia na noite de sábado e ganhar. Penso que o vencedor desta luta será o cara que se sente confortável em mais de uma área de luta, e acredito que serei eu.

iG: Deixe um recado final para os fãs brasileiros.
Hamill: Eu só quero agradecer a todos pelo apoio e espero que todos gostem da luta deste sábado. Como sempre, vou fazer o meu melhor para proporcionar um show para todos vocês. Eu também espero que os fãs brasileiros estejam animados para UFC 134, em agosto, no Brasil. Será uma noite de lutas incríveis.

sábado, 21 de maio de 2011

Educação de Surdos em Debate

Assista o video:


Reportagem do Bom Dia Brasil do dia 19/05/2011
O ministério defende a inclusão nas escolas regulares, mas a comunidade dos surdos acredita que precisa de um modelo especial de educação. Segundo uma pesquisa, crianças surdas aprendem melhor com professores e colegas que usam a língua dos sinais

Artistas surdos encenam peça teatral em Vila Velha


A inexistência de barulho é um desejo para muitos, mas para os surdos é uma rotina diária de desafios e de adaptação a uma realidade cada vez mais insurdecedora. Em comemoração ao Dia Nacional do Surdo, celebrado no último dia 26 de setembro, funcionários com deficiência auditiva da Chocolates Garoto e outros convidados assistiram a um espetáculo encenado por atores surdos, nesta quarta-feira (30).



A peça bilíngue "Nelson 6 Ao Vivo" é estrelada pelo ator surdo Nelson Pimenta e narrada em "off" pelo professor Luiz Carlos Freitas. A encenação trata a questão da surdez de forma bem humorada. A reportagem conversou com Pimenta por meio da tradutora Fernanda Nogueira, e ele nos contou como é a sensação em cima do palco.

"O público é algo diferente na peça mostrando um surdo por meio da língua de sinais e mostra a história. Em vários lugares e outras cidades as pessoas gostam pois estou apresentando a cultura e a identidade surda. É legal que é um teatro bilíngue, então não tem separação de surdo e ouvinte. Eles podem conhecer mais a cultura surda e o público gosta bastante", disse o ator.

O ator Nelson Pimenta se especializou em encenação para surdos em Nova Iorque, nos Estados Unidos, e atualmente transmite esse ensinamentos por meio de palestras no país. "Quando eu comecei antes da formação e aqui no Brasil não existia uma especialização com foco no surdo ator. Tive que ir para os EUA onde procurei uma formação e vi que lá essa questão do surdo ator é grande e trouxe isso para o Brasil."

O Dia Nacional do Surdo é comemorado em todo o país no dia 26 de setembro, data em que foi inaugurada a primeira escola para surdos no Brasil. A data relembra as lutas por melhores condições de vida, saúde, trabalho, dignidade, educação e cidadania.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Surdos protestam contra a inclusão educacional

Fonte: O POVO Online/OPOVO/Fortaleza

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Comunidade surda e simpatizantes participam hoje de passeata e audiência pública a favor da escola bilíngue para surdos. Eles protestam contra as mudanças na política nacional de educação, que prevê a inclusão educacional dos surdos

A ex-miss Ceará,  Vanessa Vidal, participará da manifestação  (MARCUS CAMPOS) A ex-miss Ceará, Vanessa Vidal, participará da manifestação (MARCUS CAMPOS
Hoje, será realizada passeata e audiência pública contra a inclusão educacional de surdos. A concentração será às 8 horas, em frente ao Instituto Cearense de Educação de Surdos (Ices), na rua Rui Barbosa. Os manifestantes seguem para a Assembleia Legislativa, onde ocorre audiência pública às 9h30min.

Uma passeata, seguida por audiência pública na Assembleia Legislativa, dará inicio à série de manifestações a favor da educação e da cultura surda. Hoje, a partir das 8 horas, cerca de 800 surdos, familiares, amigos e simpatizantes da causa, devem se reunir para reivindicar as mudanças propostas no Plano Nacional de Educação (PNE), que institui a integração dos surdos nas escolas comuns. A concentração será em frente ao Instituto Cearense de Educação de Surdos (Ices).

A principal divergência está relacionada justamente à inclusão educacional dos surdos. A representante da Comissão Municipal da Pessoa com Deficiência, Vanessa Vidal, explica que a presença do surdo em uma escola comum traz diversos malefícios. “Essa proposta de alteração é um absurdo. É importante que o surdo se identifique com seus pares. Não somos contra a inclusão social, mas defendemos que a educação infantil dos surdos seja feito na escola bilíngue para surdos”, afirma.


O professor universitário e representante da Associação de Surdos do Ceará, Willer Cysne, ressalta que essa é uma garantia que já foi conquistada através da legislação. A lei 10.436/2002 oficializa a língua de sinais e a lei 5.626/2005 rege essa educação. “Estão querendo promover um retrocesso. Não queremos que todas essas conquistas se percam”, pontua.


Fortaleza será a primeira capital brasileira a discutir essa implementação nacional da educação para surdos. “A educação para surdos no Ceará está de acordo com nossas expectativas, mas temos medo que a imposição de uma mudança nacional mude nosso panorama local”, avisa.


Professor

Atualmente, existem cerca de 60 professores graduados em letras/libras. E outros 60 em curso. “Eles estão aptos a ensinar com uma metodologia específica, que vai proporcionar o máximo de desenvolvimento para a criança surda”, garante.

Através da experiência pessoal, Vanessa explica que o surdo necessita ter acesso pleno à sua língua materna (libras) pra interagir melhor em sociedade. “Quando estudei em escola comum não conseguia acompanhar os estudos e interagir com os outros alunos”, desabafa. Ao mudar para a escola bilíngue, a situação melhorou, segundo ela.


Outra questão é sobre qual o profissional que se tornaria referência para o aluno, o professor habilitado ou o tradutor. “Estamos preocupados em garantir e priorizar o acesso à informação através da língua de sinais em um ambiente onde o surdo não seja minoria”, complementa Willer.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

Comunidade surda é contra a inclusão educacional proposta pelo MEC. Passeata e audiência pública hoje alertam para os prejuízos dos surdos estudarem em escola comum. O movimento é a favor da educação bilíngue para surdos.

SAIBA MAIS


Na próxima quinta -feira, 19, haverá manifestação em frente ao MEC, em Brasília. Na sexta-feira, haverá passeata do Museu Nacional até o Planalto Central, em Brasília.